quinta-feira, 8 de abril de 2021

POSITIVISMO TÓXICO E POSITIVISMO VERDADEIRO/CANAL LILI ESPAÇO REFLEXÃO.



                         POSITIVISMO TÓXICO E POSITIVISMO VERDADEIRO

Existe uma novo termo que está sendo utilizado para designar o comportamento de pessoas que praticam um positivismo exagerado, principalmente na Internet. 
Esse termo está sendo chamado positivismo tóxico.

O positivismo tóxico se caracteriza pela atitude de tentar negar os sentimentos ruins com uma atitude FALSAMENTE POSITIVA.

O ato de nos sentirmos bem conosco mesmos e estar em plena saúde mental é fundamental para a qualidade de vida. Ser uma pessoa positiva também é bom, desde que não se torne uma positividade tóxica.

Acontece que tentar NEGAR os sentimentos ruins com uma atitude FALSAMENTE POSITIVA, generalizar um estado feliz e otimista seja qual for a situação, silenciar nossas emoções "negativas" ou as dos outros, pode interferir na saúde mental e física também, porque quando ignoramos nossas emoções negativas, nosso corpo somatiza essas emoções que precisam se manifestar de alguma forma, para chamar nossa atenção para esse problema.

Especialistas na área do comportamento Humano alegam que quase todas as publicações nas redes sociais são de positivismo tóxico.

A terapeuta e psicóloga britânica Sally Baker diz sobre o assunto que:

"É desonesto em relação a quem somos permitir-nos apenas expressões positivas. NEGAR constantemente tudo o que é 'negativo' que sentimos em situações difíceis é exaustivo e não nos permite construir resiliência [a capacidade de nos adaptarmos a situações adversas]. "

Então a terapeuta acredita que o problema da positividade tóxica é que se trata de uma REJEIÇÃO de todos os fatores emocionais sentidos diante de situações que podem ser vistas como desafios.

Ela também enfatiza que essa negação nos afasta de nós mesmos, das emoções verdadeiramente sentidas. E isso faz com que as pessoas se escondam atrás da positividade para que os outros não percebam o lado imperfeito que elas possuem.

Esse positivismo exagerado, ou tóxico se caracterizaria por exemplo na atitude de pessoas que preocupadas com a auto-imagem, tentam passar Através das redes sociais, uma ideia de felicidade irreal, de estarem bem e resolvidas quando na verdade não estão, tornando-se para si e para os outros, influenciadores do positivismo tóxico, que deprime mais ainda quem enfrenta problemas e situações difíceis, fazendo com que se sintam mais infelizes ainda, e muito distantes da felicidade mostrada pelos ditos " felizes" da internet.

Então esse positivismo tornar-se tóxico por surtir o efeito contrário, trazendo mais negativismo àquelas pessoas que estão passando por momentos difíceis, principalmente devido a Pandemia, por se sentirem impotentes.

Essas pessoas passam a se sentir fracassadas, inúteis, porque devido à influência transmitida pelas redes sociais, sentem a obrigação de serem positivas e felizes mas não conseguem ser.

De acordo com o escritor americano, Mark Manson, tentar sair do estado negativo, evitá-lo, sufocá-lo ou silenciá-lo é algo que é falho. Ele acredita que escapar do sofrimento é uma maneira sofrimento.

Um exemplo de positivismo tóxico agora na Pandemia, seria o de pessoas que têm o hábito de sempre dizer dizer que vai ficar tudo bem, que há coisas piores na vida ou que tem apenas de se encher de pensamentos positivos, a alguém que passou por algum momento mais complicado, como perda de pessoas queridas, ou fim de relacionamento, ou a perda de trabalho ou rendimentos.

Claro que muitas pessoas que estão com esse tipo de dificuldade, tristes e desalentadas, quando ouvem esse tipo de coisa podem, se não falarem, ao menos irão  pensar: "É fácil falar, porque não é com você."

E realmente, é preciso ter cuidado ao tentar consolar uma pessoa, para evitar transmitir esse positivismo exagerado, que toma uma dimensão de insensibilidade à dor do outro, pela falta de cumplicidade e de colocar-se no lugar do outro.

Melhor seria ao invés de dizer certas coisas, apenas ouvir, dizendo:
"PODE CONTAR COMIGO" ; " ESTOU AQUI PARA TE OUVIR" .

Sentir-se conectado e ouvido pelos outros é um dos antídotos mais poderosos para a depressão e a ansiedade, enquanto o isolamento alimenta esses problemas emocionais. 
Muitas vezes, tentar esconder ou negar sentimentos pode levar a mais stress no corpo e a uma maior dificuldade em evitar emoções perturbadoras.

A psicanálise diz que a cura de certos conflitos e doenças se torna muito mais fácil quando a terapia é feita em grupo, devido à cumplicidade que os pacientes experimentam estando junto com pessoas com os mesmos problemas e lutando juntos para resolve-los.

Mas todos sempre ouvimos que precisamos ser positivos certo?

Mas o caráter tóxico da positividade começa quando alguém que sofre passa a achar que apenas pela ação do pensamento ou pela sua disposição de humor, a realidade irá se alterar, sem qualquer ação de sua parte. Seria então a atitude passiva diante da dificuldade.
Mas isso trata-se de omissão ou negação e não de positividade.

Na verdade então, esse termo positivismo tóxico não está correto, o termo deveria ser "negacionismo tóxico", porque ser positivo não significa negar sentimentos e emoções mas sim trabalha-los positivamente, não estendendo o sofrimento interminavelmente.

É claro que o problema não se vai embora por sermos apenas positivos, deixando de lado o que realmente se passa no mundo: doenças, mortes, colapso na economia, desgaste das relações interpessoais.

É claro que ninguém deve negar as tristezas que sente, todos devemos viver o luto das perdas, mas todos devemos também entender o porquê passamos pelas tristezas e dificuldades, jamais permitindo-nos entregar ao vitimismo.

Porque a Realidade é que todos precisam permitir-se sentir a dor, e ninguém deve se culpar por isso, por vivenciar o luto, precisamos vivenciar o luto, mas é preciso que o sofrimento tenha um tempo duração e não se estenda muito além.

Mesmo porque, é preciso também saber porque se sofre, e ter disposição grande para resolver os problemas. 

À partir do momento em que acreditamos que todos passaremos  por momentos  difíceis, que não somos vítimas de situação alguma, pois toda dificuldade vêm como lição para aprendizado, então é necessário sim buscar tirar o positivo do negativo, mas isso deve ser feito sem culpa e sim com conscientização.

Todos estão sofrendo com a situação da pandemia, mas nem todos estão buscando soluções para suas dores e dificuldades.

Transformar as circunstâncias da pandemia em favor próprio, pode ser sim tirar o melhor proveito da situação, desde que isso seja feito de forma sincera e coerente, sem negar os sentimentos e emoções próprios das perda e do luto, sem culpas e lembrando que esse luto não é individual e sim coletivo, todos estamos envolvidos nessa situação. Somos todos cúmplices nesta situação.

Então, olhando sob esse prisma, devemos saber dividir as situações, porque uma coisa é desviar a atenção dos traumas e dificuldades, negando a situação, negando as emoções e escamoteando o medo e a dor.

Outra coisa é buscar processar melhor as dores e as emoções negativas, através de pensamentos positivos sim, mas acompanhados de ação, de atitudes que possam realmente reverter situações ruins e estados depressivos em situações melhores e que possam produzir estados emocionais melhores também, que alimentem a ESPERANÇA e a FÉ.

Porque reagir melhor às adversidades não se trata de negação, mas de positivismo autêntico de quem busca entender a finalidade da sua vida.

Dessa forma, tirar proveito de situações da pandemia, como por exemplo, passar mais tempo com a família, aprender a cozinhar ou aprender um novo idioma, arranjar um novo passatempo ou escrever um livro, e principalmente buscar a interiorização para revisão de valores éticos e espirituais, são  ideais que não necessariamente desviam a atenção ou negam o problema, mas muito ao contrário disso, isso tudo pode ser transformador quando existe sinceridade, alegria e fé naquilo que se faz.

E para quem está passando situações mais graves, como perdas por exemplo, buscar dividir os problemas conversando com os amigos, buscar também ajuda terapêutica é muito importante.

Porque simplesmente ALEGAR que NÃO é SAUDÁVEL ser OTIMISTA diante das adversidades, NEGAR a busca pela transformação por algo melhor, é entregar -se à indolência, vitimismo e depressão.

É preciso entender que os maus sentimentos não devem ser uma constante, não devemos estende-los por muito tempo, mas sim após a fase do luto, buscar soluções.

É preciso e é  possível fazer isso.
Isso é saudável emocionalmente sim, na medida que já foi provado cientificamente que a resiliência ATIVA auxilia muito no enfrentamento melhor das adversidades.

Porque a realidade da positividade não é negar sentimentos e emoções negativas, mas trabalha--los. E nesse aspecto a capacidade de ser resiliente é muito positiva, porque afasta o vitimismo.

Porque se pararmos para pensar, todos iremos envelhecer, perder pessoas, terminar relacionamentos, adoecer, ter problemas na vida, morrer, afinal, as dificuldades fazem parte de nossa trajetória neste Mundo.
É impossível passar pela vida sem ter dificuldades. A Pandemia é só mais uma delas.

E viver alheio à essa realidade é que se trata de negação.

Mas não adianta ser realista sobre um problema, sobre uma dor sem trabalhar a melhor forma de resolve-los.

Daí muitos podem dizer: mas como resolver a dor da perda de um ser querido? como resolver a dor da perda de um trabalho que é meu sustento? A dor de uma separação?

Diante dessas ocorrências normais da vida é preciso buscar entender o porque dos sofrimentos. Sofrer por Sofrer não adianta nada, não redime nada.

Como temos falado em nossas Reflexões, o que nos cabe é  trabalhar para compreender  melhor sobre a nossa existência.  É preciso  questionar a vida para compreensão dessas ocorrências mais difíceis da existência, é preciso o estudo e o exercício das Leis Naturais, que são as Leis de Deus.

Daí poderemos entender que este é o Mundo da transitoriedade, e por isso estamos sujeitos à transformações.
Portando só perdemos aqui aquilo que não nos pertence realmente. Dessa forma, não perdemos pessoas, não perdemos coisas, não perdemos nossa própria vida.

A ideia de que Deus esqueceu da Humanidade, o fatalismo, a visão estreita sobre a realidade, são pensamentos que precisam ser questionados imediatamente.

Então Diante da perda de alguém querido, a lição a ser aprendida é do desapego e do exercício do amor Universal, ou seja, do amor que deve ser estendido a outros Seres.
Diante da perda material, também devemos treinar o aprendizado do desapego, da humildade, da moderação e força de vontade.
Diante do medo da doença e morte, a lição é tambem da moderação e fé alicerçada na crença na continuação da vida após a morte, e na necessidade de valorização da espiritualidade com consequente desapego da materialidade excessiva.

Se todos iremos passar por coisas que aparentemente são tristes e negativas, é evidente que esses acontecimentos têm algo a nos ensinar, mesmo porque NÃO EXISTE ACASO nas Leis se Deus.

Então busquemos ampliar a nossa visão  através  do entendimento de que adversidades existem não para nos machucar, mas sim para nos testar a paciência e capacidade para mudanças.

O Otimismo verdadeiro, legítimo, procura buscar outras possibilidades, ver as coisas por outros ângulos, ainda que a vida apresente riscos e dificuldades.

Devemos ter sempre em mente essa realidade das Leis Divinas que nos mostra que onde está nossa dificuldade, está a necessidade de aprendizado. Se todos temos dificuldades aqui neste Mundo é porque todos precisamos aprender a resolver  as coisas. 

***Procure sempre, em todas as situações buscar o lado bom e positivo porque ele existe. Nada ocorre por acaso, o acaso não existe. Tudo o que vêm, vêm para ensinar algo.

***O psicólogo Americano MARTIN SELIGMAN, que popularizou a psicologia positiva, trabalhou em seu famoso livro The Optimistic Child (A Criança Otimista, sem edição no Brasil), explicando que o pessimista não nasce, mas é criado. "Aprendemos a ser pessimistas pelas circunstâncias da vida. "

Porém, ele também esclarece que podemos lutar contra esse pessimismo e transformar nossos pensamentos negativos em mais positivos. Em contrapartida, isso não significa que, se você se sente triste, precisa a todo momento se concentrar em ser feliz.
Na realidade, isso provavelmente irá fazer com que você entre na positividade tóxica porque, para trabalhar as emoções negativas, não dá para ignorá-las. Primeiro é necessário reconhece-las e aceita-las.

Permita-se sentir tristeza sim, até Jesus sentiu, mas não se permita envolver por pensamentos ruins e tristes por tempo muito prolongado. Experimente essas emoções e aprenda com elas a ser mais resiliente.

Esforce-se para ver o lado positivo das situações e pessoas, ele sempre existe.
E repita sempre essa atitude, porque a repetição virá hábito. E o hábito não exige mais grandes esforços.

Quanto mais nos tornamos maleáveis e estendemos nossa perspectiva de otimismo para tudo e todos, mais seguros e felizes nos tornamos, as coisas não nos abalam mais.

Não estou sugerindo que ninguém ignore a realidade dos fatos, nem que deixe de enxergar o lado feio e negativo que ainda existe no Mundo.
Mas estou sim, lembrando, que mesmo diante de situações desafiadoras ou negativas, sempre há sementes que apontam para o bem, sempre é possível tirar bons frutos e lições positivas, mesmo das situações difíceis e aparentemente ruins.

As coisas boas e positivas estão contidas nas negativas e o contrário também é verdadeiro.

As adversidades existem para nos testar a paciência e capacidade para mudanças, e no final das contas, viemos ao Mundo para nos melhorarmos, não para sofrer ilimitadamente.

Então, nos permitamos sim vivenciar o luto das perdas, mas entendamos que elas são aparentes e passageiras, porque não perdemos nada que é nosso verdadeiramente.

Vamos dizer não ao sofrimento prolongado demais, porque o fim útil das provas é a melhoria e não o padecimento.

Viemos ao Mundo para sermos harmoniosos e felizes. Então decida ser feliz e confia, acredita nessa tua decisão e persevere nesse ideal de paz e felicidade, sempre.

Paz e Luz à todos.

quarta-feira, 24 de março de 2021

FELICIDADE X DIFICULDADES/CANAL LILI ESPAÇO REFLEXÃO.


                                                FELICIDADE X DIFICULDADES

O Ser Humano é habitualmente cheio de desejos, projetos e sonhos e pensa que será feliz quando alcançar tudo aquilo que almeja.

Ocorre que no geral, parece que somos sempre descontentes com a nossa existência em algum âmbito.

Na busca pela felicidade sempre parece nos faltar algo.

São várias as situações que podem trazer a insatisfação ao Ser Humano.

São muitas as reclamações referentes ao relacionamento familiar, que no mais das vezes parece sempre apresentar problemas e conflitos, por parte de um ou mais de um de seus membros.

Por outras vezes a dificuldade é financeira, porque raramente o dinheiro que se possui é considerado suficiente, porque quando se atinge o objetivo desejado, outros novos objetivos sempre surgem.

Também pode ocorrer a ausência de uma relação amorosa, causando vazio, tristeza e gerando eterna busca.

Outras vezes a própria aparência física, o próprio corpo que não satisfaz, gerando desconforto.

Comumente sempre parece faltar algo no balanço do viver humano.

A Espiritualidade Superior ensina que a existência Terrena essemelha-se a um curso de aperfeiçoamento.

As condições de vida de cada pessoa, guarda relação com as suas necessidades de aprendizado, e no mais das vezes essas lições parecem difíceis, causando tristeza e desalento.

Porém é importante a conscientização de que enquanto a lição não for aprendida e assimilada, ela continuará a ser repetida.

Desta forma, é importante não desperdiçar as oportunidades de aprendizado que nos chegam, analisando qual é a situação que nos situamos, para somente assim tirarmos o melhor proveito de nossa situação na vida, valorizando cada aprendizado e o fixando no comportamento e na alma.

Desta forma, sempre a vida de cada um de nós apresentará oportunidades de aprendizado e liberação.

Atualmente por exemplo, vivenciamos uma situação Mundial que parece que veio para nos ensinar algo, então é preciso prestar atenção ao recado que a vida trás, à fim de não perder a oportunidade de evolução.

O familiar carente ou enfermo, apresenta oportunidade para quem precisa aprender a abnegação e o cuidado com o outro.

Os amigos e pessoas difíceis que cruzam a nossa vida, vêm para nos mostrar que somos carentes de tolerância, e apresentam-nos a oportunidade para desenvolvermos mais paciência com o semelhante.

As dificuldades financeiras trazem a preciosa lição sobre a prudência e a frugalidade.

Situações de desvalimento e desamparo propiciam àqueles que se acham nessa condição, o aprendizado da humildade.

A ausência de um afeto profundo traz o ensinamento de moderação, auto-domínio e sublimação, mostrando aquele que passa por essa experiência, a necessidade de canalização dos desejos afetivos para outras esferas nobres da vida, como por exemplo, na dedicação e amparo às pessoas com dificuldades e carências maiores do que as suas.

A solidão traz a oportunidade de mergulho dentro se si mesmo para reflexão e auto-conhecimento e também traz o ensinamento sobre a valorização dos relacionamentos.

A desencarnação de um familiar ou
amigo vem nos ensinar a abrir o coração para aprender a amar à outras criaturas. É uma prova que Deus nos manda para que possamos estender os laços da fraternidade, rumo ao Amor Universal, que é a meta existencial humana.

A saúde frágil chama atenção para a transitoriedade da vida humana e para a importância de espiritualizar-se.

E o medo da morte, que constitui um sentimento comum à todas as criaturas, enseja que busquemos o sentido da vida e o entendimento sobre a eternidade da existência humana, onde após o curso e aprendizado nesta escola chamada Terra, voltaremos para o verdadeiro lar junto daqueles que amamos e partiram antes de nós, se assim o merecermos.
........
Diz no capítulo 5 de " O Evangelho Segundo o Espiritismo" em "Bem Aventurados Os Aflitos", que algumas dificuldades na vida não foram causadas nesta presente existência, de forma que logicamente a causa se encontra em existência anterior, como no caso de enfermidades e deformidades de nascimento, perdas de arrimos de família, acidentes é tragédias não causados e assim por diante, são exemplos de sofrimentos expiatórios.

Mas o maior número de vicissitudes na existência são causadas nesta vida mesmo, diz o Evangelho em "Causas Atuais das Aflições":

"...Quantos Homens tombam por suas próprias faltas! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por má conduta ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões infelizes porque são de interesse calculado ou de vaidade, com os quais o coração nada tem!
Quantas dissensões e querelas funestas se teria podido evitar com mais moderação e menos susceptíbilidade.
Quantos males e enfermidades são a consequência da imtemperança e dos excessos de todos os gêneros!..."
"...Que todos aqueles que são atingidos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida, interroguem friamente sua consciência; que remontem progressivamente à fonte dos males que os afligem, e verão se, o mais frequentemente, não podem dizer: Se eu tivesse, ou não tivesse feito tal coisa, eu não estaria em tal situação.

Continuando...
***
"...A Quem, pois, culpar de todas as suas aflições senão a si mesmo? O Homem é, assim, num grande numero de casos, o artífice dos seus próprios infortúnios; mas, em lugar de o reconhece, ele acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a chance desfavorável, sua má estrela, enquanto que sua má estrela está na sua incúria.
Os males dessa natureza formam, seguramente, um notável contingente nas vicissitudes da vida; o Homem os evitará quando trabalhar para seu aprimoramento moral, tanto quanto para o seu aprimoramento intelectual."
......

A natureza da lição apresentada à cada um de nós, revela em que reside a nossa carência espiritual.

As experiências dolorosas em geral, convidam para o desenvolvimento da empatia com quem sofre.

Em qualquer dificuldade na vida, há um aprendizado a ser feito.

É bom sonhar, planejar e buscar mas sem angústia, através do entendimento da necessidade da própria melhora espiritual e da confiança na providência divina.

São nos embates de cada dia que as lições que necessitamos lentamente chegam, e é importante não desperdiça-las.

O Ser Humano é livre para querer e sonhar, apenas não deve se amargurar pelo que demora a vir ou não se concretiza.

Deus não quer o sofrimento de nenhum de seus Filhos, mas permite que soframos como forma de aprendizado, porque infelizmente precisamos do sofrimento para evoluir, enquanto ainda não conseguimos aprender através do Amor.

É verdade que no contexto da vida terrestre, há sonhos que não podem tornar-se realidade, porém no mais das vezes, através da paciência, resignação ativa, força de vontade em evoluir e do pensamento positivo, atraímos para nossa vida aquilo que necessitamos e desejamos.

Não viemos aqui neste Planeta para sofrer, o sofrimento acontece pela demora e obstinação no erro.

Observando onde estão os próprios erros e corrigindo-os, cessa a necessidade de aprendizado através do sofrimento.

Mas é preciso aguardar que os desejos se realizem com paciência, fé em Deus e sentimento de gratidão por tudo que já possui.

Estamos reencarnados em um Planeta que está evoluindo da condição de Expiação e Provas para a condição de Planeta de Regeneração, e cabe a cada um de nós fazer o nosso melhor para merecermos viver em um Planeta melhor, e isso só é possível através do reconhecimento e retificação das próprias falhas.

Mais feliz será, quem nesta vida e após ela, mais tiver aprendido com o que lhe coube viver neste Mundo.

Já aquele que desperdiçou suas oportunidades de aprendizado, terá de repeti-las.

Pensemos Nisso.

sexta-feira, 12 de março de 2021

O PODER DA FÉ/CANAL LILI ESPAÇO REFLEXÃO.



                                                          O PODER DA FÉ

Ao pensarmos sobre a fé, formulamos uma idéia sobre a esperança de que tudo seja melhor, que tudo se resolva, ou que tudo seja como se espera para que tenhamos felicidade e paz. 

Mas a fé verdadeira e inabalável é muito mais do que a esperança, porque na ESPERANÇA eu tenho expectativa, na Fé eu SEI, eu tenho a CERTEZA, o que é muito diferente.

ESPERANÇA significa um sonho, uma possibilidade, já a FÉ significa a convicção plena e absoluta. 

Com exceção dos Ateus e Agnósticos, é  comum às pessoas que possuem uma religião, ou que são crentes na existência de Deus se julgarem pessoas com fé.

Mas isso não basta, A religiosidade pode transmitir uma esperança ou perspectiva, o que é bom também, mas não a fé sólida e inabalável que cura os medos e os conflitos, que resultam na paz.

Porque que não basta aderir à ideias que pareçam convincentes, transmitidas pela própria religião, família e sociedade, isso não basta.

As crenças da maioria das pessoas é baseada em coisas transmitidas pelos outros, hábitos, condutas e conceitos fechados, originários da educação, das experiências vividas, da religião como já dissemos, que não são REVISTOS e RECICLADOS. Por isso 

Em relação à nossa situação após a morte física, por exemplo, uma religião que transmite ideias arcaicas com promessa do céu através de permutas, ou com a ameaça do inferno eterno não pode convencer ninguém, muito menos transmitir uma fé inabalável na Justiça Divina, porque inconscientemente que seja, nenhum Ser Humano aceita essa tese de inferno Eterno e promessa do Céu em troca de alguma coisa. 

Porque o que está gravado em nosso inconsciente não são as agruras de um Inferno Eterno, mas sim a Vida Eterna.
Mas Também a idéia de Céu fácil, inconsciente sabemos não existir.

Então religiões que prometem as facilidades na vida após a morte não fornecem subsídios para o desenvolvimento da Fé, porque é inconsistente, pois sabemos que errando não estaremos preparando uma vida feliz após o desencarne.

Ninguém pode ser feliz estando contra as Leis Naturais. Pode ser mais fácil estacionar, não se dar ao trabalho de melhorar, mas não propicia a FÉ verdadeira. Só é possível ter uma crença que de segurança estando em consonância com o bem.

A fé verdadeira, que vai além da esperança, não pode ser passada de uma pessoa para a outra, nem ser baseada em conceitos arcaicos e errados, a Fé trata-se de uma conquista da consciência e da alma.

Existe um frase de Eurípedes Barsanulfo que conceitua a fé como sendo a SUBLIME QUALIDADE dos que jamais deixaram de acreditar na força superior do BEM.

Então vejam, QUALIDADE é uma aquisição da alma e não apenas um convencimento transmitido de alguma forma. E somente a crença absoluta no bem e na Justiça de Deus liberta do mal, dos medos e conflitos.

Desse modo, precisamos entender que a fé precisa ser desenvolvida, sentida, vivenciada, através de um trabalho pessoal emocional profundo, de transformação da perspectiva do Ser Humano perante si mesmo e perante a sua vida.

O Evangelho Segundo o Espiritismo diz no capítulo 19, item 7 que:
"A fé necessita de um base, base que é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer. E, para crer, não basta ver; é preciso sobretudo, compreender."

A fé verdadeira baseia-se na vivência de uma crença naquilo que é real e permanente, mas através do conhecimento, portanto na razão. É preciso conhecer profundamente algo para convencer-se sobre a veracidade e passar a crer. Trata-se do Auto-convencimento.

 Além disso, as crenças que nos são transmitidas são repletas, muitas vezes, de conceitos arcaicos e preconceitos, de enganos, de materialismo que geram o egoísmo do MEU em detrimento do NOSSO.
Dizemos assim: Minha família, meus filhos, meus pais, minha casa minha vida, meus problemas, minha dor....meu tudo. 

O grande problema é que todos esses "MEUS" não são reais. Na verdade nada disso nos pertence, tudo isso é transitório nessa vida, inclusive claro, o corpo físico, que falamos que é nosso mas não é. A vida aqui é impermanente. Então tudo o que leva o Ser Humano a valorizar aquilo que é passageiro é muito negativo porque traz dor e decepção.

Como essas crenças são baseadas na ilusão da permanência das coisas aqui da Terra, através das conquistas pessoais e materiais, consequentemente essas crenças geram o MEDO da PERDA.

Os principais medos e desilusões Humanos são causados pela ilusão nas coisas impermanentes.

Medo da Morte, perdas de entes queridos, falência financeira, medo de violência, de roubos, desilusão amorosa, velhice e por aí vai.

Não se pode combater os medos e atingir a fé e plenitude permeando(passando / atravessando) e baseando a vida em coisas transitórias, isso é impossível.

O problema é que nós fomos educados para obedecer sem pensar, aceitar sem questionar. 
A cultura humana não ensina o Ser Humano a debater e filosofar para reciclar pensamentos, mas precisamos MUDAR ISSO, e para Isso é preciso ter desejo e atitude. 

                                                                      SOLUÇÃO
Então esses são os requisitos primeiros para desenvolver uma Fé firme e inabalável, o DESEJO, ATRAVÉS DA REALIZAÇÃO DE UMA RENOVAÇÃO NA FORMA ME PENSAR e a ATITUDE, através do exercício diário do DESAPEGO.

É preciso questionar, a fé raciocinada é um fenômeno psicológico e emocional Humano, construído com base no DESEJO perseverante com posterior ATITUDE de compreender a vida, a sua própria moral, e o que o cerca, observando e entendendo as Leis de Deus, e isso só é possível através da renovação do entendimentos e da forma de sentir a vida e o que ocorre no seu entorno para formular seus próprios convencimentos.

1@ MUDANÇA DE FOCO

E o primeiro questionamento e a primeira atitude é rever o FOCO em que colocamos nossa perspectiva de felicidade.

Se nada na Terra é fixo e nem permanente, então sabemos que não é prudente focar a felicidade nas coisas da Terra. Nada que existe de material aqui nos pertence, apenas temos o usufruto passageiro das coisas. 

Em relação às pessoas, temos a companhia passageira também, para posteriormente, em outros planos de vida, nos reencontrarmos. Mas nunca estaremos a sós, na medida em que mudamos nossa atitude passando a estender a afetividade para outros Seres. 

Então é preciso vivenciar o desapego, pensando nisto sempre.

Por isso, é preciso viver mais intensamente o Ser Espiritual que somos. 

Mas isso não significa dizer que devemos desistir da felicidade, colocando a perspectiva de ser feliz para somente após a Morte, absolutamente não. O que é preciso é focar a felicidade nas coisas da alma.

Porque não buscar a solução para a dor é a morte da esperança e da fé. Não nascemos para sofrer, nascemos para aprender. 

Sofrer por sofrer não redime ninguém, tolerar por tolerar também não educa.
Não será a intensidade de dor das provas que nos transformará e libertará, porque inclusive chega uma hora que a dor é tão intensa que não educa mais. 

O que resolve é a compreensão do porque se está sofrendo, para assim anular as causas da dor, através do aprendizado e mudança. E o sofrimento justamente vem pela excessiva valorização do que é passageiro.

O Evangelho diz que quanto mais valorizamos as coisas da Terra mais seremos magoados por elas.

Então devemos rever nossos conceitos, REVENDO nossos apegos ao ILUSÓRIO.

As provas são circunstâncias da vida, mas a forma como reagirmos é que dirá o aproveitamento da lição e o livramento dela. Lição aprendida é prova encerrada. 

Não são as perdas que nos apavoram, mas o sentimento de posse e o egoísmo de família, que conduz ao descaso em desenvolver o amor fraterno por outras criaturas, ignorando as pessoas que não são de nosso círculo de família e amigos.

Não são as pessoas que nos atormentam, mas nossa própria intolerância e como reagimos emocionalmente em face dos erros, agressão ou descaso alheios.

Não é o corpo que nos desanima, mas o apego à ele, corpo perecível, o excesso de vaidade e consequentes sentimentos de baixa auto-estima.

Não é a profissão que nos sobrecarrega mas como reagimos diante dos desafios frente àquilo que necessitamos realizar no momento, e também pela inércia e falta de coragem em modificar as coisas.

Não é a crítica que fere, mas o orgulho e melindre que nos faz reagir mal a ela. 

Devemos viver sim no Mundo mas sem ser do Mundo, mudando o foco das perspectivas de felicidade. 

Não é errado usufruir das coisas da Terra enquanto estamos aqui, mas é preciso fazer isso sempre mantendo o foco na impermanência dessas coisas,
valorizando sempre MUITO MAIS o que é do sentimento, da Mente e do Espírito e que jamais será perdido.

****Por isso é necessário constante exercício sobre a "impermanência" da vida. 
Esse exercício mental deve ser diário.
É preciso substituir diariamente e constantemente o pensamento e a vivência na ilusão da permanência das coisas e passar a pensar na impermanência delas, valorizando a cada dia, mais e mais, as coisas da alma, da mente e da emoção, ou seja, os valores espirituais que são Reais e Eternos e que jamais perderemos.

A nossa fé deve estar alicerçada no que temos de mais real na vida, que é a nossa consciência, nossa alma, às afetividades verdadeiras, às conquistas morais e intelectuais.

Então é importante focar a alegria diariamente nessas conquistas da alma, que são à integração com a natureza e os animais, à busca pela beleza das artes, o desenvolvimento da afetividade pelas pessoas para além dos laços consanguineos, à aquisição de cultura e o desenvolvimento da satisfação e alegria em fazer o bem. 

Essas são aquisições que jamais perderemos, ninguém pode nos tirar.

A vida é um bem que ninguém poderá jamais nos tirar porque a vida é Eterna. 
E a fé de que nunca teremos fim porque somos Imortais é uma das maiores conquistas da alma Humana. 
Não ter que sofrer a agonia de pensar que tudo passará e que deixará de existir um dia, traz paz e alegria à alma. 

Por isso a CERTEZA em relação à própria ETERNIDADE é a maior conquista espiritual que devemos buscar. 
Porque temos a eternidade dentro de nós, ainda que inconscientemente.
Não existe um Ser Humano na Terra que aceite o fim de si próprio e daqueles que ama.

Se eu não acredito na eternidade de minha existência não tenho como viver bem e plenamente, pois o medo estará rondando meus dias.

Para que viverei e lutarei se tudo acaba aqui mesmo? Nada teria sentido.
Porém não basta eu ouvir pessoas falando, minha religião afirmando que sobreviverei à morte física, não basta.

Não basta porque a fé deve ser raciocinada, mas é intransferível, então eu tenho que analisar sim o que a religião diz, mas também analisar os fatos de minha vida, pesquisar, estudar, abrir a mente para outros conceitos, e ouvir a voz do meu coração, minha intuição, meu interior, para então iniciar um convencimento real e absoluto em torno do que é coerente para mim, do que sinto ser real e verdadeiro, das experiências espirituais que envolvem minha existência.

Temos que estar atentos aos sinais, aos insights, às intuições que todos temos, porque a intuição é um dom comum à todos nós.

Temos que acreditar na felicidade possível aqui na Terra, mas livre dos medos e desilusões causados pela valorização do ilusório do impermanente em detrimento do real que e permanente.

Por outro lado é importante estudar sobre as Leis Naturais, que são as Leis de Deus, para poder entender e crer.

Se cremos em Deus e em suas Leis, devemos saber que a Justiça Divina não falha a ponto de desenvolvermos coragem e paciência o bastante para superar as dificuldades do caminho.

Somente a fé na Justiça de Deus e em suas Leis que nos ensinam que jamais morreremos e que será dado a cada um conforme suas obras, nos livrará desses medos e apegos que causam desilusão e dor. 

RESUMO
É preciso se armar de vontade e atitude e
1@: focar a vivência nos valores reais e permanentes da vida com constante exercício sobre a "impermanência" da vida, diariamente valorizando as coisas da alma e da emoção.
2@:estudar E vivenciar as Leis Naturais, que são as Leis de Deus, estudar sobre a Lei de Reencarnação, sobre a vida após a Morte, Lei de Causa e Efeito e todas as demais Leis, agindo segundo essas Leis, tratando de trabalhar pelo desenvolvimento moral sempre. 
3@ ACREDITAR NA PRÓPRIA FORÇA, NOS DONS QUE TEMOS, DESENVOLVE-LOS CADA VEZ MAIS.
QUANDO NOS DESMATERIALIZAMOS, AS INTUIÇÕES VEM COM MAIS FORCA. É PRECISO ESTAR ATENTO AS INTUIÇÕES. AOS RECADOS DIVINOS E ESPIRITUAIS QUE FALAM EM NOSSA CONSCIÊNCIA.
Essas são atitudes que pouco a pouco conduzem a FÉ inabalável, propiciando a segurança e a paz.

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É dito no Evangelho Segundo o Espiritismo que a confiança nas suas próprias forças toma o Ser Humano capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si.

E Que pode uma pessoa atuar sobre o fluido, agente universal, modificar-lhe as qualidades e lhe dar uma impulsão irresistível, ou seja, realizar coisas grandiosas, como as curas por exemplo.

Jesus já afirmava isso quando dizia que somos Deuses, e que poderíamos realizar verdadeiros prodígios se utilizássemos nossas capacidades reais.

E realmente, nós vemos pessoas simples, como benzedores por exemplo, que realizam curas pelo poder da Fé.
Isso nada mais é do que manipulação dos fluidos.

Essas curas são efeitos de uma Lei Natural, onde mesmo pessoas simples, sem Cultura alguma, podem curar através da manipulação desses fluídos, juntamente com uma ardente fé e mais com uma grande força de vontade em fazer o bem.


Quando a FÉ e fácil é porque a escolha já foi construída em vidas anteriores. 

Então quando a FÉ não é forte hoje, é preciso insistir, repetir, porque a repetição com a repetição fica mais fácil de pegar do que o simples ato.

VÁ FIRME NA DIREÇÃO DE SUA META, DO SEU OBJETIVO E TENHA FÉ, PORQUE O PENSAMENTO CRIA, O DESEJO ATRAÍ MAS É A FÉ QUE REALIZA".

terça-feira, 2 de março de 2021

SEXUALIDADE E CONFLITOS/CANAL LILI ESPAÇO REFLEXÃO.

                                                 SEXUALIDADE E CONFLITOS.


Que idéia fazemos sobre o sexo e a energia da libido? relacionamos o sexo apenas com a área genital humana ou pensamos que vai muito além disso?

 E o que pensar sobre a situação atual da humanidade, onde a apelação em relação ao corpo, à sexualidade é tão grande, revelando tanta superficialidade?

Na época primária da evolução, faltava no Ser Humano equipamentos nervosos e emocionais para a formulação do sexo bem canalizado.

Mas na medida  que se desenvolvem os equipamentos nervosos e a emoção, a função sexual deveria ir muito além do instinto de reprodução próprio das faixas primárias do Ser Humano, para partir para a função mais ligada à emoção e espiritualidade. Pelo menos assim deveria ser.

Mas infelizmente, nós percebemos que não é assim, e na maioria dos casos, os conflitos emocionais e desequilíbrios na área sexual humana ainda perseveram.

E vemos até os dias de hoje, o tema sexualidade ser ainda um tabu. 

Relembrando reflexão anterior, vimos que a emoção humana está atrasada mais de 50.000 gerações passadas, sendo a inteligência emocional Humana um pouco mais evoluída do que a do Homem primitivo, estando muito atrás do desenvolvimento tecnológico. Mas é importante saber que temos condições de desenvolver muito mais a nossa capacidade emocional, tanto quanto à intelectual. 

Mas além do atraso emocional humano, os TABUS e PRECONCEITOS e  mais o desconhecimento da REAL NATUREZA SEXUAL humana também colaboram para as dificuldades na área sexual.
 
Sobre a questão dos tabus e preconceitos, Joanna de Angelis diz na obra "Encontro com a Paz e a Saúde, Cap.8":

"A ignorância cultural e as frustrações de indivíduos atormentados, no passado, amargurados pelos conflitos, rotularam o sexo como manifestação apenas da animalidade predominante no homem e na mulher, denominando-o pecaminoso e imundo."

As ideias religiosas, como por exemplo na história de Adão e Eva e do pecado original, reforçam muito a questão dos tabus e preconceitos em relação ao sexo.

Porque passa a idéia de que corpo é pecaminoso e a mulher passa a ser uma figura perigosa no sentido sexual.

Isso é passado de uma geração para outra, de pais para filhos, e trata-se de preconceito cultural.

E sobre a verdadeira natureza sexual humana, o que podemos concluir?

Freud em seus estudos concluiu, que as neuroses eram todas relacionadas ao sexo, quando analisou mulheres que chegavam até ele com problemas relacionados à sexualidade, traumas e abusos.

Mas depois, Carl Jung também inicia estudos sobre o assunto estudando esquizofrênicos, e direciona seu olhar para outro ponto das neuroses.

Carl Jung na Obra "Freud e a Psicanálise" diz:
"Devo admitir que uma etiologia puramente sexual da neurose parece-me demasiado estreita...Sugiro, pois, que a teoria psicanalítica seja libertada do enfoque puramente sexual. Em seu lugar,  gostaria de introduzir na psicologia da neurose um enfoque "energético". Numa perspectiva mais ampla, a libido poderia ser entendida como a energia vital em geral, ou como o élan vital."

Então Jung diz aí que a ENERGIA DA LIBIDO é vital, ou seja, ela anima a nossa vida(élan vital). A energia psíquica da libido seria, na concepção de Jung, responsável pelo DESEJO DE VIVER, derrubando a tese Freudiana.

Vamos frisar Aqui que Jung passa a considerar a energia da libido não como energia sexual puramente ligada aos órgãos genitais, mas muitíssimo além disso, ele a considera como energia psíquica e geradora da vida.

Então vemos que o desconhecimento a respeito da sexualidade também leva a erros, e conforme Jung diz, corresponde a energia Vital Humana e além disso, a energia psíquica da sexualidade, contrário do que muitos pensam, não se encontra na GENITÁLIA humana, mas no CÉREBRO.

Devemos compreender que a energia da libido abrange muito mais profundamente e amplamente o ser Humano do que meramente à questão da sensualidade, do corpo.

Joanna De Angelis confirma a tese de Jung em " Encontro com a Paz e a Saúde, Cap.8":

"O fenômeno sexual tem lugar, não no aparelho genésico, em si mesmo, mas no diencéfalo, onde se expressam os variados estados de excitação. Nessa região, os neurotransmissores específicos da função sexual produzem as ânsias do desejo e favorecem com as reações orgânicas indispensáveis à comunhão fisiológica anelada."

Então vemos dessa forma, que saindo da função reprodutiva, a função sexual passa a ser no Ser Humano, uma função cerebral muito mais ligada à alma, à psique Humana.

Pode parecer estranho e nada a ver, mas a verdade, é que a energia psíquica sexual vai muito além, está estreitamente relacionada à capacidade humana de criatividade, a força para resolução dos problemas, a amorosidade, ternura e intimidade. A força da energia sexual influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações, por isso mesmo, influencia também a Saúde física e emocional humana.

Então vemos aí como é pequena e limitada a visão sexual relacionada apenas às áreas genitais, e não se pode negligenciar sobre essa verdade.


          PRECONCEITO E CASTRAÇÃO

Ainda em "Encontro com a Paz e a Saúde, cap. 8", Joanna De Angelis diz:

"Em consequência, os atavismos religiosos ultramontanos encontraram uma forma de manter a castração sexual, determinando que somente deveria ser usado o sexo para a finalidade procriativa, como se a Divindade estabelecesse limites no sentimento do amor, determinando que uma expressão dele É NOBRE enquanto a outra se apresenta ABJETA."

Então, Ultramontano significa ultrapassado.

Então, se a energia psíquica sexual faz parte da natureza de todas as pessoas, Deus estaria privilegiando a alguns condenando outros tantos ao pecado?

Esse conceito arcaico e preconceituoso que limita a expressão sexual, castra sexualmente as pessoas dando origem a conflitos como o medo, a culpa, e etc.

Lembrando que a energia sexual é energia psíquica comum a todas as criaturas, essa castração sexual pode afetar a pessoa em todas as áreas, até na forma de pensar a vida, na resolução de problemas , nos relacionamentos, gerando aí sim, neuroses e outras doenças mentais e emocionais.

 ENTÃO ONDE ESTÁ O ERRO?

O erro está na promiscuidade e não na utilização normal da energia sexual.

Ocorre que a energia sexual nada tem a ver com promiscuidade, mas a religião e o preconceito CONTRIBUIU para que essa ideia equivocada fosse formada no pensamento humano. 

CONTRIBUIU para que o desejo de liberdade das imposições arcaicas, gerasse em muitos seres, desestrutura emocional, descambando para a libertinagem. 

Sobre isso Joanna De Angelis nos fala em "O Despertar do Espírito, Cap. 4":

"As velhas conceituações teológicas e pretensiosamente moralistas aturdiram a humanidade, que se libertou do totalitarismo das imposições religiosas ortodoxas e saltou para o prazer desmedido com avidez inimaginável, desorganizando a estrutura emocional do Ser, que não estava preparado para os cometimentos da libertinagem."

A desestrutura que a mentora se refere, significa que o Ser Humano partiu da histeria da castração para a libertinagem, porque tudo que é recalcado, vai para o inconsciente, para a "sombra", e de tanto reprimir algo, o lado ruim e mau, vai sendo reforçado.

Então o que era extremamente reprimido, reforça o lado mau do indivíduo.

Isso nos remete aos casos de pedofilia que podem perfeitamente ser o fruto de tabu religioso, somado à falta de evolução espiritual que leva a libertinagem.

O fato de não se conhecer, não se enxergar, desconhecer a própria sexualidade, faz com que o emocional se desestruture. 

Pois isso precisamos conhecer a questão mais a fundo. 

****
Por outro lado, atualmente temos uma geração de solitários apesar da liberação sexual da atualidade.

Hoje não são as neuroses que afligem a sociedade, mas a solidão e vontade de amar e ser amado. Isso é consequência principalmente do mau uso da energia sexual, porque as pessoas estão extremamente egoístas,  pouco amorosas, levando suas relações à falência.

A energia sexual foi empobrecida, Isso porque não se entende a sexualidade como uma ampla energia que é, mas apenas como a manifestação relacionada a parte genital humana. O Egoísmo leva a busca constante e desenfreada pelo próprio prazer. 

Devemos compreender profundamente que a cura desses males e conflitos emocionais e psíquicos na área afetiva e do sexo, dependem da vivência da sexualidade de forma adequada, como fonte geradora Do AMOR, da CUMPLICIDADE, da INTELIGÊNCIA, CRIATIVIDADE, das expressões do BELO e da ARTE.

*****Sobre isso Joanna nos fala novamente em "Encontro Com a Paz e a Saúde:
"A união sexual é fundamental à existência humana, por cujo contributo a vida se expressa, facultando as reencarnações dos Espíritos, a União afetiva e a responsabilidade entre os parceiros que se elegem e se vinculam através do tempo, estímulos à arte e à beleza, ao trabalho e ao progresso, à busca da felicidade."

Então, enquanto refletimos e estudamos sobre o assunto, Vamos nos olhar interiormente, voltando a atenção a nós próprios. Vamos ser sinceros. De que forma estamos manifestando nossa energia sexual?
De forma saudável e bela ou de forma desequilibrada?

Novamente trago Joanna De Angelis em "O Despertar do Espírito, Cap.4":
"...a revolução sexual esqueceu de que a função do prazer físico não pode ser dissociada da contribuição do amor, que nele sincroniza as emoções, que são os reflexos psicológicos do conúbio orgânico e a harmonia espiritual de ambos os parceiros."

Ocorre que a revolução sexual não veio como uma libertação humana, mas como uma transferência, uma descarga para a Sombra, para o inconsciente humano. Isso gera o vazio existencial.

O grande problema da humanidade atual é a falta de auto-amor e respeito por si mesmo e também pela falta de capacidade de amar e respeitar o outro também.

Querer ter uma pessoa não basta, é preciso saber relacionar-se com a finalidade de evolução e crescimento mútuo. É preciso desejar o bem do outro também.

Pela falta desse ideal mais nobre humano, é que o vazio e a solidão tomou conta da sociedade, gerando eternas buscas.

A busca é resultado de uma carência. E do que carecemos? 

Para nos ajudar a obter a resposta, trago novamente a mentora Joanna De Angelis falando sobre o tema ainda em " Encontro Com a Paz e a Saúde, Cap.8":

"A precipitação, a falta de preparação emocional, quando se busca apenas o conúbio físico, embora possa produzir a resposta cerebral, traz como resultado emocional a frustração, o futuro desinteresse, os conflitos da insatisfação..."

Isso não significa dizer que uma pessoa irá se relacionar apenas quando estiver maravilhosamente resolvida emocionalmente, mas é preciso buscar ir se auto-conhecendo, buscando na relação crescer emocionalmente e ajudar o parceiro a crescer também.

Na verdade, não é o sexo que o problema, mas o espírito. Pois o que domina a sociedade atual, é a valorização do corpo, dando lugar aos abusos sexuais e condutas superficiais, resultado das mentes e condutas depravadas de muitos seres humanos que se distanciam do amor para se aproximarem do prazer egoísta e desmedido tanto na área sexual como em outros vários setores da vida.

Sempre as questões íntimas de cada pessoa contaminará não só sua relação consigo mesmo, como todas as suas relações.

Sobre isso Joanna De Angelis nos diz ainda em " Encontro com A Paz e a Saúde, Cap. 8" que:
" Dessa forma o sexo deve ser vivenciado com equilíbrio, ponderação, responsabilidade e discernimento, de modo que não se transforme em fator de perturbação ou de transtorno de comportamento."

Aqui a mentora nos esclarece que é preciso viver com equilíbrio por si mesmo e pelo próximo.

É preciso buscar relações ricas de amor, amizade e respeito.

Apenas através da utilização saudável da função sexual é que o indivíduo cresce moralmente e evolui das faixas mais grosseiras para a afetividade nobre, verdadeira e sem angústia, alcançando assim a Paz e Felicidade.

Não esqueçamos que utilizando a energia sexual devidamente, iremos nos elevar espiritual e moralmente, refinando a nossa capacidade criativa, afetiva, canalizando- a para a arte, e outros setores mais nobres e sutis da vida.

Sobre isso Jung diz na Obra "Energia Psíquica":
" A sexualidade não é mera instintividade; é um poder indiscutivelmente criador que não é somente a causa fundamental de nossa existência individual, como um fator em nossa vida psíquica, a ser levado com muita seriedade."

Todos nós temos muito potencial para ter qualidade de vida e felicidade íntima e nas relações, basta desejar firmemente isso.

Eu quero esclarecer que não significa que uma pessoa por estar sozinha será conflitada, justamente porque estamos vendo que a energia psíquica sexual abrange muitas outras áreas da vida humana. E sobre isso nos fala Joanna De Angelis em " Encontro Com a Paz e a Saúde, Cap.8":

"Aqueles, porém, que transitam no corpo sem parceria, nem por isso devem entregar-se desencanto, à melancolia, à infelicidade. Direcionando a mente para os ideais de beleza, de fraternidade, do trabajlho na arte, na pesquisa, em qualquer área em favor da autorrealização, experimentam equivalente bem-estar, idêntica satisfação em face da liberação de outros hormônios como a dopamina, a betaendorfina, que os reconfortam."

Aqui a mentora nos esclarece muito bem sobre a realidade da função sexual ir muito além do prazer doa órgãos genitais.

Muitas vezes é preciso sublimar e dominar os sentidos, à fim de perceber outras dimensões da vida, para poder perceber a beleza, a valorização da fraternidade, da arte, do Amor em suas mais variadas expressões.

Vou encerrar nossa Reflexão, dizendo que é preciso exercitar a energia psíquica sexual de forma virtuosa e não individualista, como nos disse Carl Jung e Joanna De Ângelis.

Vamos nos fixar na idéia de que em relação à sexo, deve haver equilíbrio, nem castração preconceituosa e nem libertinagem.

O preconceito leva à castração, que leva a atitudes sombrias.

A libertinagem leva à crimes inclusive dentro dos lares.

O sexo sem amor e sem compromisso, leva a reforçar o lado instintivo, automático e animalizado do Ser Humano. As consequências sempre serão muito negativas, gerando os desequilíbrios e conflitos.

Quando falta o amor, aprofunda-se o poder que domina a relação, muitas vezes levando ao egoísmo e desrespeito.

***Fixar-se ao prazer exclusivo, que está ligado ao egoísmo, e esquecendo da origem espiritual, leva a todo tipo de crime e desequilíbrio.

A função sexual correta está ligada ao caráter de cada pessoa. 

Jamais alguém que deseja ser pessoa de bem deve utilizar outras pessoas como objeto de prazer, sem compromisso, sem amorosidade, pois essa atitude demonstra um caráter ruim, e tanto a auto-desvalorização como a desvalorização do semelhante.

Então como vemos, é preciso ir nos desligando pouco a pouco dos instintos, e nos ligando gradativamenteà emoções nobres e duradouras, colocando sempre o amor à frente da relação.

Assim como em tudo na vida, no sexo também é preciso que todo indivíduo busque sempre se voltar ao outro, ao seu parceiro, numa atitude de empatia e solidariedade.

Porque antes de Seres sexuados, somos primeiramente Seres Espirituais e não podemos esquecer de nossa origem espiritual.







terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

SOLIDÃO/CANAL LILI ESPAÇO REFLEXÃO.

                                                                SOLIDÃO

A Terra está repleta de pessoas que por um motivo ou outro, foram conduzidas à solidão, ou ainda, mesmo estando acompanhadas, sentem-se sozinhas.

Eu quero iniciar já lançando um questionamentos inicial enquanto desenvolvemos o tema. 

Todos nós, sem exceção, temos necessidade para a afirmação pessoal, da troca de energia e experiências com as outras pessoas.

É  impossível sermos felizes sem essa troca, isso faz parte da natureza humana. Somos seres interdependentes, porque não procuramos nos relacionar melhor?  Vamos já pensando nisto.

Porque essa necessidade de relacionamento, essa interdependência têm gerado distúrbios de comportamento naquelas pessoas que se mostram muito tímidas e retraídas, mas também naquelas outras que se afastam do convívio com outros seres, alegando terem perdido a fé na humanidade, como se apenas elas fossem perfeitas, ou seja, se negam a desenvolver tolerância e empatia com as pessoas.

Um número enorme de pessoas enfrentam problemas para desenvolver relacionamentos saudáveis.

Umas pessoas se afastaram do convívio social por julgarem haver sofrido uma injustiça, outros fugindo da violência do Mundo, porque também portam conflitos emocionais vindos da infância.

Outros tantos se refugiam no mundo íntimo porque se deixaram cair nos processos depressivos, ignorando o remédio da solidariedade.

Outros se mantém alienados, alegando cansaço das batalhas diárias, falência dos relacionamentos, maldade no Mundo e renunciam da convivência geral.

E muitas pessoas, muitos de nós, vêm reclamando solidão, incompreensão, enfim, a falta de pessoas e afetos que tenham afinidades e gostos em comum para dividir a vida.

E parece que essa situação se intensificou, porque estamos vivenciando um momento de muita divisão também. Temos a impressão de que os comportamentos diferenciados por conta da pandemia e do isolamento social, dos posicionamentos político-partidários, enfim por toda essa situação super complexa que estamos atravessando, resulta em piora do quadro, e as queixas de sentimento de solidão e vazio aumentaram consideravelmente.

Mas devemos compreender que estamos vivenciando realmente uma divisão em diversos aspectos, as pessoas mesmo sem perceber, estão se posicionando em lados opostos que acabam por dividir a humanidade.

Mas além disso, a solidão vem causando amargura e aflição em pessoas que mesmo estando no meio dos outros, sentem vazio e isolamento. Parece que a divisão é interna. O próprio ser apartado dele mesmo.

A solidão também causa aflição e tristeza em outros que estando numa sociedade composta de pessoas felizes e atraentes, sentem não serem especiais para ninguém, da mesma forma que não encontram alguém que seja especial para si, alegando ainda não possuir amizades verdadeiras, dedicadas e especiais.

Quantos estão nessa situação. E nos perguntamos o porquê disso tudo.

O fato é que passa-se grande parte da vida nessa espera e busca desenfreada sem sucesso, porque no mais das vezes, essa busca é feita de forma errada.

A busca pelo preenchimento do vazio existencial em coisas e pessoas, a busca pela projeção social não preenche a alma daquilo que precisamos, daquilo que realmente felicita o Ser Humano.

A sociedade atual é competitiva e rasa, e as pessoas vivem muito voltadas para si mesmas, parecendo dispor de pouco tempo para dar atenção ou beneficiar alguém. O egoísmo impera.

As pessoas na ânsia e correria em buscar o sucesso em todos os níveis, vivem voltadas apenas para si, esquecendo que precisam doar consideração, afetividade e respeito tanto quanto necessitam receber.

Ao invés da doação de afeto e consideração verdadeiros, sempre parece muito mais importante no comportamento social, parecer bem relacionado, popular, bem sucedido, bonito, ter muitos compromissos sociais e muitos lugares para ir, tudo completamente fotografado e postado em redes sociais. Mas isso tudo é falso e parece que custamos a enxergar essa realidade.

E quem se vê fora dessas situações de sucesso e popularidade sente-se diminuído e fracassado e foge para a solidão e se sente infeliz.

Acontece que na verdade, esses modelos de vida que são impostos pela sociedade como forma de felicidade, são talvez, os maiores responsáveis pela SOLIDÃO PROFUNDA.

Porque no mais das vezes nada disso é verdadeiro, nem a amizade e afetividade dessas pessoas, nem os sorrisos, nem as alegrias.

Mas ainda que tudo seja superficial nessas áreas onde predominam o interesse e a falsidade, ainda assim, o receio de não conseguir se sobressair e sustentar isso por muito tempo, leva o Ser humano a estados de amarga solidão, de desprezo por si mesmo.

Então percebemos que o medo e a solidão andam de mãos dadas.

Predomina no ser humano o MEDO de ser deixado em plano secundário, de não ter para onde ir, com quem conversar, de ser desconsiderado e atirado à solidão.

Então percebemos que tanto o sucesso em se encontrar enquadrado nessas regras e padrões sociais quanto a falta dele produz solidão nas pessoas.

Na obra "O Homem Integral"; Joanna De Ângelis nos esclarece sobre a solidão dizendo:
"O homem solitário, todo aquele que se diz em solidão, exceto nos casos patológicos, é alguém que se receia encontrar, que evita descobrir-se, conhecer-se, assim ocultando a sua identidade na aparência de infeliz, de incompreendido e abandonado."

Ela diz ocultando a identidade, porque quanto mais uma pessoa tenta de enquadrar nos padrões sociais de felicidade, quanto mais tenta se projetar socialmente mais foge de si mesma, do auto-encontro,  de encarar o próprio interior.

A prova de que esses modelos de felicidade imposto pela mídia e pela sociedade são falsos e não conduzem à felicidade verdadeira, é que temos cada vez mais presenciado na sociedade, pessoas famosas, ricas, bem sucedidas e aparentemente bonitas que caem no abismo dos vícios e do Suicídio, comprovando o quanto essas pessoas são tristes e solitárias, porque depois de alcançarem tudo que desejavam e julgavam precisar, se descobrem sem sentido existencial, sem ideal de vida.

Temos inúmeras vidas vazias em nossa sociedade.

E a razão disso tudo é simples. Nós seres humanos, temos uma imensa dificuldade em descobrir e aceitar que nossa verdadeira missão nesta vida é alcançar a plenitude de Seres Integrais que somos, através do desenvolvimento emocional e moral.  Isso nos parece PIEGAS, CHATO E DIFÍCIL, no entanto somente alcançando o estado de completude e paz pessoal poderemos ser felizes.

Nos enganamos quando admiramos a vida do outro naquela velha mania de sempre achar que a grama do vizinho é mais verde do que a nossa.

Ignoramos muitas vezes, que aquelas pessoas que se mostram muito felizes, com vida perfeita, passam por conflitos e aflições muitas vezes maiores do que as nossas, mas disfarçam seus problemas através de sorrisos falsos e aparecendo em luzes e fotografias que apenas retratam máscaras que escondem grandes infelicidades.

Parece-nos difícil e chato trabalhar nosso interior? porque demoramos a aceitar e assumir que muitas vezes a dificuldade em desenvolver bons relacionamentos surge porque mantemos ainda o patamar de pessoas complicadas, mal resolvidas, mantemos ainda uma personalidade melindrosa, difícil, exigente e crítica, que nunca abre mão das próprias opiniões e vontades.
No mais das vezes se prefere ter razão do que paz nas relações.

Habitualmente mantemos a atitude de projetar nos outros nossas mazelas e conflitos, não respeitando a individualidade e vontade alheias, resultando na falência dos relacionamentos e consequente desilusão.

Então como ser feliz assim?

Outras vezes pode ocorrer que a solidão de afetos venha para mostrar erros cometidos no passado, exigindo reparação, porque no ontem não se deu o devido valor aos relacionamentos e afetos que hoje reclama e deseja, mostrando carência e necessidade daquilo que em vida passada negligenciou, desvalorizou ou abusou. Então daí o Ser necessita da sublimação para o enobrecimento dos sentidos.

Então Precisamos retirar esse caráter piegas, de santidade, de excesso de religiosidade em relação ao conceito de melhora moral, para então racionalmente entendermos que necessitamos desenvolver maior amadurecimento emocional, maior sensibilidade, nos despirmos de vitimismo que caracteriza essa criança emocional melindrosa carente, reclamona que temos em nossa personalidade, para então irmos aprendendo a ter afeto maior pelas pessoas, sem exigir que elas mudem ou pensem igual a nós.

É preciso aprender a servir sem pensar em recompensa. Porque agindo no bem hoje, reparamos o mal do passado e apagamos os carmas negativos.

A dor sempre vem trazer aprendizado. É ainda um mecanismo necessário. Mas quanto mais racionalizamos essas coisas, mais fácil lidar com tudo isso e menos dor.

Mas a mentora Joanna De Ângelis vem nos Ajudando e esclarecendo nos dizendo que:

"O homem, no entanto, sem ideal, mumifica-se. O ideal é-lhe de vital importância, como o ar que respira."
" O Homem Integral".

Vejam bem, ela diz que o ideal de vida é necessário tanto quanto o ar que respiramos. Precisamos nos convencer de que trabalhar para obter projeção social é perda de tempo e energia, porque não traz conteúdo significativo, e nem afetos verdadeiros e felicidade a ninguém.

Daí podemos pensar: Mas o que fazer para melhorar minha situação, por onde começar?

Vamos então aceitar esse convite da Vida? Quando sentirmos solidão ou a incompreensão alheia, procuremos reconsiderar a nossa situação, vamos nos despojar do vitimísmo e nos acercar, buscar o nosso semelhante.
Vamos tomar a iniciativa disso, dessa mudança.

Ele talvez se encontre em estado parecido ou pior do que o nosso.

Vamos refletir que aquele que parece felicíssimo, pode não ser feliz, apenas parece. Faz ruído para disfarçar o que se passa na sua intimidade.

Chama a atenção por necessidade e preocupação com os próprios problemas, não dispõe de capacidade mental e emocional para identificar os nossos problemas.

Vamos procurar nos aproximar das pessoas, busca-las com discrição e bondade, constatando que doar afeto é recebê -lo.

Toda oferta espontânea se transforma em intercâmbio, no qual cada um reparte um pouco daquilo de que dispõe.

Mesmo que o vazio interior permaneça, procuremos preenchê-lo com a ação positiva pelo outro, iremos verificar que o bem que oferecemos e que gostaríamos de receber já se encontra dentro de nós.

Se adquirirmos o hábito da reflexão, poderemos manter esse contato íntimo com nossa essência e que é fundamental. 

Somos seres inteiros, capazes, é preciso conhecermo-nos, nos desvendarmos, desenvolvendo valores íntimos e verdadeiros para que o medo da solidão ceda lugar à confiança nos próprios valores,  e então nos amarmos por nos tornarmos melhores e assim podermos  apreciar  nossos semelhantes.

Alguns momentos de solidão são necessários na nossa vida, todos precisamos desses momentos à sós para nos recompormos, para nos fortalecemos na oração.

Nesse sentido, retiremos a ideia de solidão desses momentos que passamos a sós, passemos a considera-los valiosos e úteis.

Precisamos rever nossos valores, compreendendo que o relacionamento humano é de suma importância e precisamos dar qualidade sim às nossas relações, porém isso só é possível quando primeiramente alcançamos qualidade no relacionamento que estabelecemos conosco mesmos.

O que nos engrandece como Seres humanos, é a dedicação de nossas horas vazias em favor da oração pelos aflitos do Mundo, pelo trabalho em favor dos enfermos e idosos, das crianças em abandono e dos animais.

Se você nada puder fazer no momento, ore, vibre positivamente pelos que sofrem mais do que você. Isso já te engrandece como Ser Humano,  lhe  retira  do vazio existencial, porque  a vida adquire sentido e utilidade, e portanto alegria, enriquecendo-se de um companheirismo digno, que resulta em sensibilidade e força ao mesmo tempo.

Sensibilidade em relação à dor de nosso semelhante e em força e coragem para o enfrentamento e aceitação dos desafios naturais da vida.

Jesus, que foi o Psicoterapeuta por excelência, através do ensino "amor ao próximo como a si mesmo" após o "amor a Deus sobre todas as coisas", Ele nos mostrou que a solidariedade é a mais importante conquista do Ser Humano, convocou-nos a nos conhecermos, nos amarmos, e a nos valorizarmos, de modo que nos tornemos plenos e capacitados a amar ao semelhante, sempre.

Parece difícil amar e ser solidário?
Mas quem é solidário não é solitário.

Pensemos que enquanto a sorte do egoísta é viver sem ter trabalho com ninguém, seu azar é morrer sem afetos. Na verdade o egoísta vive sempre atormentado.

A pessoa solícita tem fé em si mesma e em Deus, e por isso mesmo é segura de si.

Pensemos também, que muitas vezes, pessoas que caminham a sós mas plenas se si mesmas, podem estar na verdade mais sem solidão do que outros que, no tumulto da vida, na verdade são inseguros, estão cercados, mimados, mas sem paz nem fé interior.

A fé em si mesmo, em Deus, no futuro, a luta por conseguir a paz intima são os recursos mais valiosos para vencer-se a solidão.

Então compreendamos, os isolamentos para reflexão devem ser momentos apenas, não queiramos viver na solidão. Ela é perigosa, é uma viagem no vazio, e por isso muitas vezes difícil de nos desvencilharmos dela.

Somos seres sociais. Nossa felicidade é conquistada com o semelhante.
Quando nos doamos, recebemos.

Quando preenchemos o vazio alheio, nos enchemos de significado.

Solidão por vezes é fuga, desequilíbrio, adiamento e negação da grande verdade de que para bem vivermos é preciso CONVIVERMOS.

E chegará o dia, que agindo assim, nos daremos as mãos não mais por solidão, mas por verdadeira afeição.

Encerro a reflexão de hoje com uma fala de Francisco Cândido Xavier:

"Solidão não é a falta de gente para, conversar, passear, namorar ou fazer sexo……isto é carência. Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… isto é saudades. Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe às vezes para realinhar os pensamentos……isto é equilíbrio. Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida… isto é um princípio da natureza. Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado … isto é circunstância. Solidão é muito mais que isto… Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma".




sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

PERFECCIONISMO-VALORES VERDADEIROS/CANAL LILI ESPAÇO REFLEXÃO.






               PERFECCIONISMO-VALORES VERDADEIROS

Nós seres humanos, somos por vezes  estranhos.
Não damos verdadeiramente valor às coisas,fatos e pessoas que fazem parte da nossa vida presente porque achamos que somente quando alcançarmos tudo o que desejamos e quando tudo for perfeito, seremos felizes, e dai ficamos esperando, esperando e esperando e nos frustrando....

Mas a verdade é que postegar a auto realização apenas quando da obtenção de tudo que se deseja a na obtenção da perfeição, não pode trazer a felicidade, simplesmente porque  perfeição absoluta não existe e a felicidade consiste em ser e não em ter, e ser hoje e não ficar sempre protelando para amanhã quando conseguir "tal coisa", obter a felicidade.

O ontem já passou e o amanhã talvez nem venha, então a felicidade está no hoje, no agora e devemos fazer do nosso presente o melhor. 

Ser hoje, aqui e agora, bem humorado, ser amigo, ser bondoso, ser fiel, ser presente na vidas das pessoas, ser piedoso, procurar sentir alegria usufruindo e contemplando as belezas que a natureza e as artes nos oferecem como dons de Deus, para nossa alegria e crescimento espiritual. 

Achamos também que essa vida tem que seguir um modelo padrão e que fora desse modelo não se consegue ser feliz, e isso é um erro.

 É um equívoco pensar que felicidade significa ter vida perfeita, família perfeita, filhos perfeitos, relacionamentos perfeitos, condição social e financeira maravilhosa e por ai vai.

Claro, podemos ter ideais e sonhos de vida sim, e podemos sim procurar obter da vida aquilo que é bom para nós, mas essas coisas e situações são muitos boas quando não são supervalorizadas e unicamente objetivadas como sendo o ideal de felicidade, visto que nem sempre iremos conseguir obter tudo aquilo que desejamos, e no momento que queremos, pois o nosso tempo não é o tempo de Deus. 

Além do que o ideal seria saber desejar as coisas, pois muitas vezes aquilo que desejamos não é o melhor para nós naquele momento,
dessa forma é preciso saber querer e saber esperar  também.  

A paciência no mais das vezes, é a chave para o sucesso, mesmo porque temos aprendido que tudo que pensamos firmemente já se corporifica no campo mental para depois se realizar no campo físico, dessa forma, tudo o que pensarmos firmemente ou hoje ou amanhã acabará por se concretizar, são ensinamentos de Joanna D'Angelis.

Mas a beleza da vida está na singularidade de cada ser e não em padrões humanos que foram criados baseados em estereótipos físicos, de classe social etc, como se todo ser humano fosse criado em série para serem todos iguais.

Somos diferentes e em nossas diferenças, devemos  aprender a nos amar procurando desenvolver nossas potencialidades e virtudes ao mesmo tempo que buscamos combater nossos defeitos a fim de chegarmos a ser quem desejamos ser e dessa forma ser torna mais fácil amar ao próximo, porque deixamos de buscar nos outros aquilo que falta em nós próprios.

Porque no mais das vezes, o perfeccionismo e as exigências que fazemos dos outros, são nossas incapacidades de realizações em nós mesmos que projetamos nos outros por não conseguir incorporar em nossa própria alma, aquelas características que desejamos possuir. Então se busca no outro essas características como se os outros tivessem obrigação de ser como desejamos que sejam. Devemos dizer não às exigências em demasia e a todos amar e agradecer.

Precisamos num exercício de amor, buscar relações de apoio mútuo, pois para isso nascemos seres gregários e não solitários a viver isolados em nossas casas ou em  montanhas ou lugares afastados,  com respeito a quem deseja viver assim, apesar que acho uma perda de tempo e uma chatice. Então devemos respeitar a maneira de ser de cada pessoa assim como desejamos ser respeitados também.

Então minha dica: momentos de angústia as vezes virão mas devemos tentar passar por eles de uma maneira mais leve e branda, visto que tudo é impermanente, nada é fixo e nem permanente, nem a dor e a tristeza o são, então devemos ter a certeza de que tudo passará, basta ter paciência e selecionar apenas bons pensamentos que causem boas emoções, alegria,paz e tranquilidade,pois que todos nascemos com capacidade para resolver nossos problemas e tristezas, não dando tanto peso aos problemas e dificuldades.

Somos os arquitetos de nossas vidas e devemos gerenciar nossa vida da melhor forma possível e uma vez que temos o controle de nossa mente e podemos escolher pensar negativa ou positivamente, isso é decisão individual que irá prolongar ou diminuir problemas e sofrimentos, conforme nossa decisão.

Da mesma forma, podemos prolongar os momentos bons, gerenciando nossos pensamentos também. 

Por exemplo, pessoas que resolvem ser alegres, rir à toa,  prolongam momentos felizes e descontraídos, e isso faz com que a pessoa ser torne mais simpática perante as outras pessoas, porque todos gostam de estar perto de quem é simpático, alegre, espontâneo, assim como pessoas sisudas, afastam os demais que não gostam de ficar perto de pessoas reclamonas e antipáticas, perfeccionistas e exigentes demais.

Então devemos procurar levar a vida com mais leveza, buscando sim realizar nossos sonhos e projetos de vida, mas procurando valorizar a vida e as pessoas como elas são, hoje , no presente.
omo ela é, no presente, 

Não sejamos  bobos a ponto de trocar o certo da verdadeira alegria pelo duvidoso da ilusão do ter e da perfeição absoluta que não existe em um mundo ainda em construção, imperfeito.

Paz e Luz